Imagine que o universo é uma fogueira gigantesca acesa há 13,8 bilhões de anos. A grande questão que mantém os cosmólogos acordados à noite é simples e aterrorizante ao mesmo tempo: essa fogueira vai se apagar lentamente, explodir de vez ou implodir sobre si mesma? Três teorias principais disputam o título de 'fim do universo', e cada uma delas é mais dramática do que qualquer roteiro de Hollywood.
O cenário mais provável, segundo as evidências atuais, é o chamado Big Freeze, ou Grande Congelamento. Pense no universo como uma xícara de café quente abandonada em uma mesa: com o tempo, ele vai esfriando até igualar a temperatura do ambiente. O universo está se expandindo cada vez mais rápido, empurrado por uma força misteriosa chamada energia escura. Com essa expansão acelerada, as estrelas vão se apagando uma a uma, as galáxias se afastarão até desaparecer do horizonte e, trilhões de anos no futuro, restará apenas um vazio frio e escuro próximo do zero absoluto. É o fim não com um estrondo, mas com um sussurro gelado. Já o Big Rip, ou Grande Rasgo, é mais violento: se a energia escura ficar cada vez mais intensa, ela acabará rasgando tudo — galáxias, planetas, átomos e até o próprio tecido do espaço — como alguém que puxa os dois lados de uma folha de papel até despedaçá-la por completo. E há ainda o Big Crunch, o Grande Colapso: se a gravidade eventualmente vencer a expansão, o universo começaria a encolher como uma bola de borracha comprimida, até que toda a matéria se esmagasse em um único ponto minúsculo e incrivelmente quente — praticamente o oposto do Big Bang.